TANTO NO MASCULINO COMO NO FEMININO,
BRASILEIROS VENCEM AFRICANOS NA
DISPUTA ENTRE OS ATLETAS DE ELITE
Debaixo de sol forte, muito calor,
os brasileiros Damião Ancelmo
de Sousa e Giovani dos Santos cruzaram
a chegada de mãos dadas. Na disputa
com os africanos, eles levaram a melhor.
A organização da prova
divulgou o mesmo tempo de corrida para
os dois, 1h06m10s. Em terceiro, Kipkemei
Mutai, do Quênia, fechou os 21,4km
com 1h08m11s.
No feminino, Marily dos
Santos venceu a disputa, com 1h19m4s,
e repetiu o feito que a levou também
ao lugar mais alto do pódio, neste
ano, na Corrida de São Sebastião.
Ela deixou para trás as africanas
Jackline Juma Sakilu, da Tanzânia,
que chegou em segundo, com 1h20m33s,
e Ednah Muicwana, do Quênia, em
terceiro, com 1h21m28s.
MAIS DE CINCO MIL CORREDORES
ENFRENTARAM
O CALOR E LOTARAM DUAS FAIXAS DA TRAVESSIA
NITEROI-RIO
Bem
cedo, o dia dava sinais de trégua aos corredores da Ponte,
as nuvens cobriam montanhas da cidade,
como o Pão de Açúcar,
mas era um alarme falso. Veio primeiro
o mormaço, depois o sol se firmou,
num calor de castigar os participantes
durante o percurso de 21,4km, de Niterói
ao Rio. Era a pitada a mais no pacote
de dificuldades que a prova mais esperada
do ano oferecia aos atletas na manhã de
domingo. Além do calor, os corredores
enfrentaram um trajeto que impressionou
pela forte subida até o vão
central e depois a descida. Muitos diminuíram
o ritmo no km 17 e vieram caminhando
até a chegada.
Eles começaram a aparecer às
6h, nas barcas. Com largada às
8h, em Niterói, houve aqueles
que se arriscaram a pegar a última
embarcação. Para eles,
o alongamento foi dentro da chamada barca
dos atrasados, e a corrida começou
ao descer dela até o ponto zero.
Dada a largada, o clima ainda era de
nervosismo e apreensão. A massa
de corredores passava, com gritos de
motivação. Quinze minutos
depois,
a contagem eletrônica registrou:
5.468 atletas assumiram o desafio de
cruzar a Ponte rumo ao Rio e chegar pelo
mérito dos próprios pés
até o final do percurso, em
frente ao Museu de Arte Moderna (MAM).
Reza e simpatia na prova
Entre os corredores, a disposição
de um deles chamava atenção.
Déo do Espírito Santo
Sobrinho, de 84 anos, foi exemplo de
preparo físico e sabedoria para
dosar o esforço durante a disputa.
— Faço o que é melhor
para meu corpo. Não vou correr
além do meu limite. A subida
mais pesada e as outras mais leves
foram desgastantes, mas valeu, cheguei
sorrindo e de pé — conta
Déo, que correu a Ponte também
em 1986 e é bicampeão
da Maratona de Berlim, em busca do
tricampeonato, neste ano.
Confira
abaixo uma seleção
de fotos do percurso da Corrida da
Ponte
Reparem na saída da Barca, vários
corredores com o Manto Sagrado da ACORES
A
largada foi em Niterói.
Cerca de seis mil pessoas
participaram.
Damião
e Giovane chegaram juntos.
Marily
não deu
chances às africanas.
Os dois treinam na mesma
equipe.
A Ponte ficou tomada por
corredores.
A
prova teve a primeira edição
nos anos 80.
O evento foi um marco
para as duas cidades.
O transporte dos atletas
foi por meio de barcas.
A
largada aconteceu às
7h30.
Os
campeões foram
premiados com R$ 10 mil.
VEJA
COMO FOI A PARTICIPAÇÃO
DOS CORREDORES
CAPIXABAS, SOB A ÓTICA
DO
PRESIDENTE DA ACORES, ADEMAR
TRISTÃO,
SEGUIDAS POR ALGUMAS FOTOGRAFIAS.
A Corrida
da ponte 2011, foi antecipadamente
divulgada pela mídia, gerando
uma grande expectativa. Houve uma
novidade que foi a abertura de uma
pré-inscrição,
reservada para as assessorias
esportivas sediadas no Rio
de Janeiro. A iniciativa
gerou um descontentamento geral,
sentimos que nos da ACORES,
não
poderíamos participar da pré inscrição.
Depois de vários entendimentos
via e-mail, abriram uma condição
especial e aí concederam abertura
para 50 inscrições
planilhadas. Uma das novidades foi
a de que atleta pré inscrito,
deveria apresentar o seu melhor tempo
em meia maratona ou maratona, ocorridos
no período de 2009 e 2010.
O atleta só poderia ter a
inscrição aceita,
se tivesse registrado e comprovado
ter
participado das provas em tempo
de 2hs45m ou 5hs30m respectivamente.
A Acores,
teve representação
na Corrida da Ponte, em delegação
com 44 atletas, mais uns 20 atletas,
que foram por via aérea ou
de carro próprio. Chegou na
véspera e antes de se hospedar
no hotel, foram diretamente pegar
o Kit. Aí começamos
a sentir os efeitos da organização.
A entrega sem tumulto, um kit com
uma camiseta de qualidade, um boné,
número de peito, cartão
de ingresso para a travessia da barca,
chip descartável e revista
com orientações básicas
e importantes do evento. Todo o Staff
de atendimento, fizeram uma recepção
com satisfação e prazer,
numa demonstração de
muita preparação
para atendimento aos atletas.
Domingo,
17 de abril de 2011, foram
todos
para a travessia de barca.
Muita gente, mais parecia a
entrada do maracanã em dia de grande
clássico. Em horários
pré estabelecidos, as barcas
foram saindo para Niteroi, tudo feito
dentro de uma logística perfeita.
Durante a travessia, pudemos esquecer
a corrida e apreciar as inúmeras
partes do Rio de Janeiro e de Niteroi,
além da ponte, formando um
só cartão postal em
raio de 360º.
Na largada,
todos foram se posicionando da
melhor maneira. Notamos também
ali, que a organização
continuava perfeita, com o locutor
dando as boas vindas e a todo momento,
dava orientações
importantes para os corredores.
8 horas, exatamente
as 8 horas, foi dada a largada,
era o inicio
de uma prova, antes chamada de
Meia Maratona, mas que na verdade
tinha
21.650 metros. Alí, muitos
iriam passar pela ponte correndo
pela primeira vez, outros estavam
matando saudades, porque participaram
da Maratona em 1981. A Corrida da
Ponte, lembrou um pouco a nossa Meia
Maratona da Serra. Foram corridas
preparadas com muita qualidade, boa
premiação, percurso
maravilhoso, porém embaixo
de um sol escaldante. Pegou todo
mundo de surpresa, inclusive dificultou
que os atletas fizessem os seus tempos
esperados. As ambulâncias
tiveram muito trabalho e atenderam
a todos
sem dificuldades.
Na chegada,
o atleta recebeu a sua medalha.
Linda medalha, com a
data do evento, dado importante
que não encontramos
em muitas medalhas que recebemos
por este
mundo afora.
Por fim, quero
parabenizar os associados da ACORES,
que em número expressivo,
participaram da Corrida da Ponte,
em especial, a delegação
que foi de ônibus da Intecontinental
Turismo. Fizeram da viagem de volta,
o complemento da satisfação,
da alegria e do prazer da viagem
em grupo. Todos completaram a corrida
de forma brilhante e vitoriosa
Um abraço a todos
Ademar Tristão Filho
Presidente da ACORES
VEJAM
O DEPOIMENTO DO CORREDOR E ASSOCIADO
DA ACORES,
JAMES ALEXANDRE ZUMERLI BARBOSA THEODORO
Compartilho
com os corredores um pouco sobre
a tão esperada
e comentada Corrida da Ponte,
quanto a:
- Logística: simplesmente
fantástica. Comodidade
total.
Estávamos a 5 min andando
de tudo a que se referia a corrida.
Do aeroporto ao Hotel, do Hotel
a entrega do kit, do hotel as
barcas
para atravessar para Niterói,
ou da chegada ao hotel, tudo
a 5 min de caminhada. O ônibus
da Acores ainda conseguiu estacionar
na sossegada rua paralela em
frente a recepção
do Hotel. Parabéns ao
Ademar pela localização
do Hotel.
- Organização
da prova: excelente.
Muito bem planejada. Começando
pela ampla área de entrega
do kit que continha: chip descartável
(novidade para mim); boa bolsa
para acondicionar o material do
kit; ótimo boné;
camiseta com tecido Santa Constância
(idêntica a especial da Acores
- verde com azul); revista explicativa
e com história da corrida;
ticket para as barcas (com horário);
e squeeze.
A hidratação também
foi muito boa, com vários
pontos de água, isotônico
e sachê de carboidrato.
- Prova: Altíssimo nível
de dificuldade. O forte calor me
relembrou a nossa Meia da Serra/2009.
- Trajeto: Senti falta do calor
humano.
Saída de Niterói
chegando no Aterro do Flamengo.
Tivemos contato com o público
externo apenas na largada e bem
no fim da corrida, pois saímos
da Ponte e continuamos numa Perimetral,
que é um elevado apenas
para automóveis. Assim,
os cariocas não puderam
se manifestar realizando a tradicional
festa, como a que já nos
acostumamos com a Meia Internacional
do Rio e a Meia da Caixa.
- Temperatura: muito quente.
Me lembrei bastante da Meia da
Serra/2009. Com muito sol, calor
e abafado. Sem sombra alguma, pois
o percurso não permite.
- Velocidade: corrida lenta.
Devido ao calor o tempo aumentou
bastante. Não é uma
corrida pra tentar baixar tempo.
E para fazê-la sem sofrer
muito em 2012, é necessário
muito treino no sol.
- Equipe Acores:
De parabéns como sempre.
Corredores, pessoas e amigos espetaculares.
Solidariedade e companheirismo
do início ao fim. Todos
incentivando e ajudando uns aos
outros. Todos se superando.
Resumindo, que a organização
da Corrida sirva de exemplo para
outros organizadores
Abraços e vamos retornar
aos treinos,
James
Saudações Acoreanas
Jonair
Eugênio de Oliveira
Diretor de Comunicação da ACORES jonair.oliveira.acores@gmail.com
Tel.:(27)3329-1822 / (27)9982-3668