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16ª DEZ Milhas Garoto 2005



16ª Dez Milhas Garoto - Fonte - Gazeta Online

Uma festa do esporte. A 16º edição das Dez Milhas Garoto uniu atletas consagrados e anônimos em uma apresentação que integrou as cidades de Vitória e Vila Velha em prol do esporte. No final dos 16.090 metros do percurso, os favoritos confirmaram as previsões e venceram a prova. Apesar da pressão dos sempre velozes atletas do Quênia, deu verde-amarelo nos lugares mais altos do pódio. Ao todo, 3200 inscritos partiram da Praia de Camburi, na capital capixaba, com destino a fábrica de chocolate.

Na versão mirim da prova, 700 crianças e adolescentes saíram da Prainha para chegar a Garoto. Os portadores de deficiência física, que participam da chamada corrida dos “cadeirantes”, também deram um show de resistência e determinação. Os atletas especiais foram aplaudidos o tempo todo pelos torcedores.

O vencedor da prova masculina foi o mineiro Frank Caldeira de Almeida, com um tempo de 48’23’’. O atleta comprovou o favoritismo na principal maratona capixaba. Ele ressaltou que estudou o comportamento dos quenianos ao longo da prova e que o momento mais crítico é a subida da Terceira Ponte. “A subida da Terceira Ponte é a parte que se define a prova. Se o atleta se desgastar muito ali, ele paga no final. Eu passei o início da prova estudando os quenianos, que eram os principais adversários, e nos últimos dois quilômetros eu forcei o rítimo e ganhei a prova”, conta.

O melhor resultado entre os atletas capixabas na prova masculina ficou com José Romário Oliveira, que conquistou o 15º lugar. Agora, o atleta se prepara para outras provas. "O favoritismo é sempre dos quenianos, mas o Brasil mostrou que pode chegar. Agora é se preparar para as próximas maratonas que vem por aí", diz José Romário.

Na prova feminina a Vitória foi da veterana Márcia Narloch, que já venceu as Dez Milhas Garoto por seis vezes. Narloch disse que o segredo de tantas vitórias é o treinamento árduo. O próximo desafio da atleta é a Meia Maratona do Rio de Janeiro, na semana que vem. “Não tem segredo. Tem que treinar muito e na hora da prova correr com muita raça e disposição. Essa foi uma prova de fogo, e pelo meu desempenho pude ver que estou preparada para a competição no Rio de Janeiro”, destacou.

Os anônimos também chamaram atenção do público presente ao longo de todo o percurso. Um atleta correu vestido de garçom para ver se conseguia um emprego. Outro usava uma máscara do inimigo número um dos mágicos, “Mr M” e teve corredor que realizou a prova tocando um banjo. O atleta carioca Arlindo Ribeiro da Silva, estava vestido com uma mitra de Papa e envolvido em uma bandeira do Brasil. Ele disse que foi motivado durante toda a prova por querer homenagear o Papa João Paulo II e que foi uma forma de alegrar o povo capixaba. “Sou brasileiro de coração, e sempre corro com a bandeira do Brasil. Essa platéia é maravilhosa, e participa o tempo todo da prova. Uso o chapéu igual ao do Papa, porque quando ele esteve no Rio de Janeiro ele disse que era carioca, então sempre o homenageio”, conta Arlindo Ribeiro.

Na prova masculina, Franck foi seguido por Rômulo da Silva, Kristhofer Kipyego, do Quênia, Willian Amorim e Gilson Vieira. O pódio feminino foi formado por Márcia Narloch, Sirlene Souza, Marizete dos Santos, Dione Chillemi e Viviani de Olveira.



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