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16ª Dez Milhas Garoto - Fonte -
Gazeta Online
Uma
festa do esporte. A 16º edição
das Dez Milhas Garoto uniu atletas consagrados
e anônimos em uma apresentação
que integrou as cidades de Vitória
e Vila Velha em prol do esporte. No
final dos 16.090 metros do percurso,
os favoritos confirmaram as previsões
e venceram a prova. Apesar da pressão
dos sempre velozes atletas do Quênia,
deu verde-amarelo nos lugares mais altos
do pódio. Ao todo, 3200 inscritos
partiram da Praia de Camburi, na capital
capixaba, com destino a fábrica
de chocolate.
Na
versão mirim da prova, 700 crianças
e adolescentes saíram da Prainha
para chegar a Garoto. Os portadores
de deficiência física,
que participam da chamada corrida dos
“cadeirantes”, também
deram um show de resistência e
determinação. Os atletas
especiais foram aplaudidos o tempo todo
pelos torcedores.
O vencedor
da prova masculina foi o mineiro Frank
Caldeira de Almeida, com um tempo de
48’23’’. O atleta
comprovou o favoritismo na principal
maratona capixaba. Ele ressaltou que
estudou o comportamento dos quenianos
ao longo da prova e que o momento mais
crítico é a subida da
Terceira Ponte. “A subida da Terceira
Ponte é a parte que se define
a prova. Se o atleta se desgastar muito
ali, ele paga no final. Eu passei o
início da prova estudando os
quenianos, que eram os principais adversários,
e nos últimos dois quilômetros
eu forcei o rítimo e ganhei a
prova”, conta.
O melhor
resultado entre os atletas capixabas
na prova masculina ficou com José
Romário Oliveira, que conquistou
o 15º lugar. Agora, o atleta se
prepara para outras provas. "O
favoritismo é sempre dos quenianos,
mas o Brasil mostrou que pode chegar.
Agora é se preparar para as próximas
maratonas que vem por aí",
diz José Romário.
Na
prova feminina a Vitória foi
da veterana Márcia Narloch, que
já venceu as Dez Milhas Garoto
por seis vezes. Narloch disse que o
segredo de tantas vitórias é
o treinamento árduo. O próximo
desafio da atleta é a Meia Maratona
do Rio de Janeiro, na semana que vem.
“Não tem segredo. Tem que
treinar muito e na hora da prova correr
com muita raça e disposição.
Essa foi uma prova de fogo, e pelo meu
desempenho pude ver que estou preparada
para a competição no Rio
de Janeiro”, destacou.
Os
anônimos também chamaram
atenção do público
presente ao longo de todo o percurso.
Um atleta correu vestido de garçom
para ver se conseguia um emprego. Outro
usava uma máscara do inimigo
número um dos mágicos,
“Mr M” e teve corredor que
realizou a prova tocando um banjo. O
atleta carioca Arlindo Ribeiro da Silva,
estava vestido com uma mitra de Papa
e envolvido em uma bandeira do Brasil.
Ele disse que foi motivado durante toda
a prova por querer homenagear o Papa
João Paulo II e que foi uma forma
de alegrar o povo capixaba. “Sou
brasileiro de coração,
e sempre corro com a bandeira do Brasil.
Essa platéia é maravilhosa,
e participa o tempo todo da prova. Uso
o chapéu igual ao do Papa, porque
quando ele esteve no Rio de Janeiro
ele disse que era carioca, então
sempre o homenageio”, conta Arlindo
Ribeiro.
Na
prova masculina, Franck foi seguido
por Rômulo da Silva, Kristhofer
Kipyego, do Quênia, Willian Amorim
e Gilson Vieira. O pódio feminino
foi formado por Márcia Narloch,
Sirlene Souza, Marizete dos Santos,
Dione Chillemi e Viviani de Olveira. |